Ser ou não ser, eis a questão!

Maio 30, 2018/Blog

1. O direito à vida não exclui que cada ser humano possa, mediante determinadas circunstâncias, escolher morrer.

2. A eutanásia só faz sentido se o direito à vida continuar a ser cumprido como máxima de base na nossa sociedade.

3. A eutanásia só se concretiza se houver dor e sofrimento numa escala abrasiva. Não está, portanto, ao alcance de qualquer um.

4. A eutanásia só estará ao alcance daqueles que precisam – os condenados à morte, os condenados a um sofrimento atroz e perpétuo. Aqueles que têm que enfrentar um futuro que já não existe.

5. É para estes, e só para estes, que a eutanásia se torna o menor dos males. E quem somos nós para definir quem são estas pessoas, de que tamanho é o seu sofrimento e quanto pesa a dor que sentem?

6. Somos ninguém. E por vezes a dificuldade é mesmo esta. Que todos os ninguéns se abstraiam de julgar e que permitam aos condenados escolher. No fundo é só isso que se pede, uma escolha. Uma escolha que só pode ser feita em nome próprio e que ninguém é obrigado a equacionar se assim preferir.

7. É que a liberdade também passa por aqui. A liberdade de escolher – esse trunfo do ser humano adulto e responsável – é um direito. E mesmo que seja apenas uma franja da sociedade a querer escolher, o direito mantém-se. São variadíssimos os exemplos que nos últimos anos promoveram a alteração, ou criação de novas leis, em casos de escolhas pessoais. Este é só mais um.

E cabe a cada um de nós fazer a pior escolha das nossas vidas se, para nós, ela for a melhor.

PS.: Qualquer incitamento à prática da eutanásia que não provenha do próprio deverá ser punido com pena de prisão.

 

Teresa Rolla

TeresaRolla.com