5 Minutos de História: A Inteligência Artificial

Dezembro 5, 2017/Blog

O que é: A Inteligência Artificial pode ser entendida como uma “máquina pensante”, isto é, uma máquina que produza comportamento inteligente; O seu aparecimento como disciplina científica só aconteceu a partir da Segunda Guerra Mundial, quando vários países trabalhavam na construção dos primeiros computadores que iriam permitir o avanço tecnológico essencial à Inteligência Artificial;

O primeiro passo: Foi o matemático inglês Alan Turing (1912-1954) quem forneceu ao mundo o princípio básico de construção destas máquinas pensantes; Através daquilo a que se chama um “Procedimento Efetivo” – um conjunto finito de instruções não ambíguas que dizem o que fazer passo a passo e que garantem a obtenção de um resultado – os computadores tornaram-se produtores de inteligência; Qualquer tarefa que possa ser representada através de um “Procedimento Efetivo” pode ser realizada por um computador; E foi exatamente este contributo que Turing deu ao mundo: a possibilidade de mecanizar tarefas (normalmente executadas pela nossa mente) desde que possam ser representadas por símbolos e sob a forma de “Procedimentos Efetivos”; As máquinas de calcular são o grande e primeiro passo da mecanização (de parte!) da nossa atividade mental;

Os problemas: A nossa atividade mental não se restringe à realização de operações com números e é precisamente a possibilidade de se mecanizar este outro tipo de atividades que constitui a grande novidade da Inteligência Artificial; Para que a Inteligência Artificial seja possível é necessário que um conjunto de ciências autónomas trabalhem em conjunto como, por exemplo, a linguística, a psicologia, a neurologia, as ciências de computação, etc.; Neste sentido vários são os problemas que se levantam em relação a esta “nova” ciência, muitos deles éticos; A Inteligência Artificial é um conceito ambíguo que envolve múltiplas interpretações que na maior parte das vezes entram em conflito entre si; Questões de ordem filosófica e epistemológica entram no debate e acabam por nos elucidar quando separam a inteligência da consciência, sendo muitas vezes aceite que a primeira é possível de replicar artificialmente mas a segunda não; Assim sendo, até que ponto podemos considerar uma máquina inteligente? E que tipo de inteligência é esta? Por outro lado, criar uma máquina pensante significa desafiar a tradição que coloca o homem e a sua capacidade racional como algo único e original no universo;

Teresa Rolla

TeresaRolla.com