Fast Bio: Fernando Pessoa

Novembro 27, 2017/Blog

Nome: Fernando António Nogueira Pessoa

(nasceu em Lisboa, a 13 de junho de 1888 e morreu, na mesma cidade, a 30 de novembro de 1935)

Nacionalidade: Português;

Política: Considerava-se um “nacionalista místico” e alinhou-se contra o comunismo, o socialismo, o fascismo, o catolicismo e defendeu a maçonaria;

Escola: O jovem Pessoa frequentou a St. Joseph Convent School, uma escola católica administrada por freiras irlandesas e francesas e, posteriormente, a Escola Secundária de Durban; Tornou-se fluente em inglês e desenvolveu o gosto pela literatura inglesa;

Vida: Filho de Joaquim Seabra Pessoa e de Maria Magdalena Pinheiro Nogueira, Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho numa casa no Largo de São Carlos, em Lisboa, fruto de uma família da pequena aristocracia; O pai morreu de tuberculose quando ele tinha 5 anos; Passados dois anos a mãe voltou a casar com um oficial militar que exercia a função de cônsul de Portugal em Durban, África do Sul; Pessoa e a mãe mudaram-se para a mesma cidade em 1896; Desde cedo que o jovem desenvolveu uma estreita relação com as palavras e, enquanto frequentava o ensino secundário, começou a escrever histórias curtas que assinava sob outros nomes, chegando a ver algumas publicadas; Pessoa era um jovem solitário, nunca pertenceu a qualquer grupo nem seguiu as multidões; Em 1905, com 17 anos, retornou a Lisboa para estudar diplomacia; Passados dois anos abandonou os estudos e tornou-se um autodidata passando horas infinitas a ler em bibliotecas, ao mesmo tempo que trabalhava para uma agência americana de informações mercantis; Ainda em 1907 morre a sua avó; Esta deixa-lhe uma pequena herança que ele emprega na criação da sua própria editora; A falta de sucesso fez com que a mesma fechasse em 1910; Voltou ao estudo, desta vez de forma autodidata, debruçando-se sobra a cultura portuguesa, e é nesta fase que começa a interessar-se pela poesia lusófona; Em 1915 cria a revista Orpheu – a par com Mário Sá-Carneiro e Almada Negreiros – e esta passa a marcar a entrada da literatura modernista em Portugal; Devido a problemas de financiamento a revista só teve 2 publicações trimestrais; Ao mesmo tempo, no entanto, Pessoa ia publicando os seus trabalhos em várias outras revistas da época; Entre 1907 e 1935 trabalhou em 21 empresas localizadas no centro de Lisboa e morou em 15 lugares diferentes da cidade, passando de um quarto alugado para outro, dependendo das suas flutuantes finanças; Traduziu vários livros do português para o inglês e vice-versa; A 29 de novembro de 1935 escreveu: “Eu não sei o que o amanhã irá trazer”; Pessoa morreu no dia seguinte, aos 47 anos; Durante a vida publicou quatro livros em inglês e um em português deixando uma vida de trabalho inédito, estando a edição ainda em andamento; 50 anos após a sua morte os seus restos mortais foram transferidos para o Mosteiro dos Jerónimos;

Influências: Shakespeare, Milton, Pope, Allan Poe, Whitman, Shelley, Byron, Keats, Baudelaire, Mallarmé, Antero de Quental, Cesário Verde, Teixeira de Pascoaes, Yeats, Joyce, Ezra Pound, T. S. Eliot, entre outros;

Espiritualismo: O espiritualismo encontrou em Pessoa um grande seguidor; Através das traduções que fez de livros teosóficos Pessoa foi-se familiarizando com o esoterismo, ocultismo, hermetismo, numerologia e alquimia chegando a alegar que tinha experiências em que era apenas “um meio” na sua escrita tornando-se esta algo de automático; Além disso afirmava que conseguia ver “auras magnéticas” e, por vezes, via os seus (vários) heterónimos quando se olhava ao espelho; A mediunidade exerceu uma grande influência nos escritos de Pessoa chegando este a afirmar que o que escrevia, por vezes, não lhe pertencia; Ao mesmo tempo desenvolveu um forte interesse pela astrologia e tornou-se um competente astrólogo elaborando ao longo da vida mais de 1000 mapas astrais, incluindo de pessoas conhecidas como Shakespeare, Byron ou Oscar Wilde; Chegou a trabalhar como astrólogo recebendo pelos seus serviços e fez horóscopos para os clientes, amigos e para os seus heterónimos que foram projetados de acordo com estes mapas; O seu heterónimo Raphael Baldaia era um astrólogo que planeava escrever sobre o seu estudo de astrologia e ocultismo; A astrologia fez parte da sua vida quotidiana e assim permaneceu até à sua morte que, diz-se, conseguiu prever com bastante precisão;

Heterónimos: De entre, pelo menos, 72 heterónimos há 3 principais: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis; Os heterónimos possuem biografias, temperamentos, filosofias, aparências, estilos de escrita e até mesmo assinaturas distintas;

Conhecido por: Escritor, poeta, crítico literário, tradutor, editor e filósofo português que se tornou uma das figuras principais do século XX;

Frase: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Teresa Rolla

TeresaRolla.com