5 Minutos de História: O Terrorismo

Novembro 14, 2017/Blog

O que é: Há quem diga que o terrorismo, em si, não existe, sendo apenas um nome atribuído àqueles que queremos tornar monstruosos; O que se passa é que não existe um terrorismo, mas vários terrorismos; Existem diferentes tipos de terrorismo que diferem no contexto histórico, no conteúdo, nos métodos e na sua relação com a ética; O terrorismo visa impor uma ordem e, para isso, tem de destruir outra; O terrorismo é um “ismo”, ou seja, uma ideologia; Difere da violência e da guerra, ainda que lhes seja aparentado; É mais do que uma forma de violência, porque a violência que implica está impregnada de uma dimensão ideológica ou política que se distingue das violências mais prosaicamente criminosas; É menos do que uma guerra porque não recorre a exércitos constituídos e não é perpetrado em nome de um Estado.

A mensagem: Todo o ato terrorista é uma mensagem. Os emissores do terrorismo formam grupos mais ou menos restritos e dizem quase sempre representar uma população; Quanto aos destinatários, o terrorismo pode dirigir-se às instâncias dirigentes de um país, emitindo ameaças não divulgadas e fixando as condições para a sua não execução. Neste caso, o ato terrorista pode não ter lugar e nunca saberemos se foi ponderado.

O risco: O terrorismo não consiste no suscitar do terror, a não ser nas suas vítimas diretas ou em reféns ameaçados de morte e, mesmo nestes, o terror pode ser substituído por uma coisa diferente: o desgosto, a fúria, a determinação em não se deixar rebaixar pelo desprezo dos carrascos, etc.; Entre os atores políticos provoca antecipações racionais, estratégias preventivas e projetos de resposta; Entre os espectadores à distância provoca o horror, a estupefação ou, pelo contrário, o júbilo e o entusiasmo; Em suma, salvo em casos muito raros, o terrorismo é vivido não no terror, mas como um risco.

TeresaRolla.com