Fast Bio: Philip K. Dick

Outubro 23, 2017/Blog

Nome: Philip Kindred Dick

(nasceu a 16 de dezembro de 1928, em Chicago, e morreu a 2 de março de 1982, na Califórnia)

Nacionalidade: Norte-americano;

Escola: Frequentou a Berkeley High School e após concluir o ensino secundário frequentou, sem nunca chegar a concluir o curso, a Universidade de Berkeley onde teve aulas de história, psicologia, filosofia e zoologia;

Vida: Nasceu prematuro, a par com uma irmã gémea que viria a morrer seis semanas depois; A morte de Jane a 26 de janeiro de 1929 afetou profundamente a vida de Philip e o seu trabalho (o autor recorreu muitas vezes ao “gémeo fantasma” nos seus livros); Quando tinha 5 anos os pais divorciaram-se e Philip ficou ao cuidado da mãe; Viveram em Washington DC,mas em 1938 mudaram-se para a Califórmia; Aos 12 anos Philip leu pela primeira vez um livro de ficção científica e esse facto viria a mudar para sempre a sua vida; Amante, desde cedo, de problemas filosóficos e teológicos, Philip acreditava que a existência humana se baseia na perceção humana interna e que esta não corresponde necessariamente à realidade externa; Depois de se confrontar com a metafísica de Platão, Dick chegou à conclusão de que nunca podemos ter a certeza se o mundo real exterior realmente existe e esta questão viria a dar o mote para muitos dos seus romances; Começou a publicar o seu trabalho na década de 1950 mas, inicialmente, teve muito pouco sucesso comercial; A par da escrita, trabalhou na Art Music Company, uma loja de discos na Telegraph Avenue, em Berkeley; Quando conseguiu vender o seu primeiro romance a uma editora dedicou-se à escrita a tempo integral; Em 1960 admitiu que estava disposto a esperar 20 ou 30 anos para ter sucesso como escritor mas esse reconhecimento nunca chegou enquanto foi vivo; Em 1963, o seu romance “O Homem do Castelo Alto” que conta uma história alternativa onde os EUA perdem a 2a Guerra Mundial, ganhou o Prémio Hugo mas, mesmo assim, o autor viria a enfrentar uma vida cheia de problemas financeiros; Em 1972 doou manuscritos, ensaios e outros materiais à Biblioteca da Universidade Estatal da Califórnia; No mesmo ano tentou suicidar-se com uma overdose de sedativos; Depois deste episódio procurou ajuda e, aparentemente, ficou bem; Em 1974 começou a sofrer de alucinações durante semanas seguidas e retratou esses episódios em vários livros que escreveu, alguns deles autobiográficos; Nos anos seguintes continuou a escrever compulsivamente combatendo os seus fantasmas com a ajuda de um terapeuta; Dick acaba por morrer a 2 de março de 1982, aos 53 anos, fruto de um acidente vascular cerebral que o mantinha internado desde fevereiro do mesmo ano;

Curiosidades: Dick foi casado 5 vezes e teve 3 filhos; Publicou dois livros sob o pseudónimo de Richard Phillipps e Jack Dowland; De acordo com uma entrevista dada à revista Rolling Stone em 1975, Dick escreveu todos os livros publicados antes de 1970 sob o efeito de anfetaminas;

Literatura: Escreveu 44 romances e aproximadamente 121 contos que foram publicados em revistas de ficção científica;

Conhecido por: Escritor de ficção científica que explorou temas filosóficos, sociais e políticos; As suas obras criam universos onde as tramas versam sobre monopólios corporativos, universos alternativos, governos autoritários e estados de consciência alterados; Em 2005 a revista Time nomeou “Ubik” como um dos cem melhores romances de língua inglesa; Foi o primeiro escritor de ficção científica a ser incluído na The Library of America;

Biografia: Em 1989 Lawrence Sutin escreveu aquela que é considerada a biografia standard de Dick: Divine Invasions, A Life of Philip K. Dick;

Ficção: São vários os filmes baseados no seu trabalho: “Blade Runner” (1982), “Total Recall” (1990 e 2012), “Minority Report” (2002), “A Scanner Darkly” (2006), “The Adjustment Bureau” (2011), “Next” (2007), entre outros; Os livros “The Man in the High Castle” e “The Minority Report” foram adaptados para série em 2015 e em setembro de 2017 começou uma série de episódios isolados com o nome “Philip K. Dick’s Electric Dreams”;

Frase: “Às vezes a resposta apropriada à realidade é ficarmos loucos.”

TeresaRolla.com