Fast Bio: Aldous Huxley

Outubro 2, 2017/Blog

Nome: Aldous Leonard Huxley

(Nasceu em Inglaterra a 26 de Julho de 1894 e morreu em Los Angeles a 22 de Novembro de 1963)

Nacionalidade: Inglês

Religião: Agnóstico;

Escola: Graduou-se no Colégio Balliol da Universidade de Oxford com distinção em literatura inglesa; Aqui conheceu Bertrand Russel e tornou-se amigo de D.H. Lawrence;

Vida: Neto do famoso biólogo Thomas Henry Huxley, Aldous pertencia a uma família da elite intelectual inglesa; Desde cedo lhe foi apontado o dom de “contemplar a estranheza das coisas”; Huxley queria ser médico, mas uma doença ocular debilitou-o ao ponto de ficar praticamente cego durante quase três anos, o que lhe destruiu o sonho de estudar medicina; Aos poucos foi recuperando a visão mas ficou para sempre quase cego de um olho o que fez com que não pudesse ingressar no exército britânico, contra a sua vontade; Foi professor de Francês em Eton durante um ano e, entre os seus alunos, estava George Orwell; Huxley escreveu o seu primeiro romance quando tinha 17 anos mas não chegou a publicá-lo; Aos 20 anos dedicou-se por completo à escrita e começou a publicar sátiras sociais; Colaborou ativamente com publicações nas revistas Vanity Fair e British Vogue; Pertenceu ao famoso clube de escritores, intelectuais, filósofos e artistas que dava pelo nome de Bloomsbury Group; Foi nesse círculo que conheceu Maria Nys, uma refugiada belga com quem viria a casar; Tiveram um filho, Matthew Huxley; A família mudou-se para Itália onde permaneceu a maior parte da década de 1920; Em 1932 Huxley publica aquela que viria a ser a obra que o tornou internacionalmente reconhecido: “O Admirável Mundo Novo”, um romance distópico passado numa Londres onde as pessoas são condicionadas genética e psicologicamente; Em 1937 muda-se, com a família, para a Califórnia, onde permanecerá até à sua morte; Continuou a escrever intensamente e acabou por trabalhar como guionista em vários filmes de Hollywood; Em 1955 Maria Nys morre com cancro e em 1956; Huxley volta a casa, desta vez com Laura Archera, uma psicoterapeuta que mais tarde viria a escrever a biografia de Aldous; Em 1960 Huxley é diagnosticado com cancro na laringe e a sua saúde começa a deteriorar-se consideravelmente; Morre em 1963, no mesmo dia da morte de C. S. Lewis e John F. Kennedy;

Espiritualidade: Enquanto viveu na Califórnia Huxley tornou-se membro da “Vedanta Society of Southern California”; É aqui que descobre o conceito de “upanishad”, uma filosofia centrada nos princípios de “ahimsa” que proclama o vegetarianismo e a meditação; É também nesta fase que Huxley experimenta mescalina, uma droga psicadélica que Aldous considerou essencial para o entendimento humano; Desta experiência Huxley deixou-nos outra obra de grande relevo: “As Portas da Perceção” onde nos conta a experiência que teve com a mescalina e onde defende que existem realidades que estão para além dos geralmente aceites “cinco sentidos” humanos; Huxley ficou associado a este movimento toda a vida tornando-se um “guru” espiritual;

Conhecido por: Escreveu uma das obras mais significativas do século XX: “O Admirável Mundo Novo” – uma distopia que antecipa extraordinariamente alguns progressos da humanidade como a tecnologia de reprodução, a manipulação psicológica e o condicionamento pavloviano que, combinados, alteram por completo a sociedade; “O Admirável Mundo Novo” foi o quinto romance que Huxley escreveu e o seu primeiro trabalho distópico; O livro foi considerado pela Modern Library inglesa como o quinto melhor livro na sua lista dos “100 melhores romances de língua inglesa do século XX”;

Pensamento: Huxley antecipou, pensou e escreveu sobre várias preocupações dos novos tempos que se avizinhavam: as dificuldades e os perigos da superpopulação mundial; a tendência para uma organização social claramente hierárquica; a importância crucial de avaliar o uso da tecnologia nas sociedades de massa que são, mais do que qualquer outras, suscetíveis de persuasão; a tendência de promover políticos modernos para um público ingénuo como se de uma transação comercial se tratasse; etc.

Frase: “As palavras podem ser como Raios-X se as usarmos corretamente – trespassam qualquer coisa. Lemos e sentimo-nos perfurados.”

Teresa Rolla

TeresaRolla.com